“tou fu...”
sô pescador e tenh’um barc’à vela
todos dias à pesca vou
n’um quero saber dos perigos
conheço o mar melhor qu’a mim próprio
certo dia apareceu-m’ uma sereia
era tão linda qu’ enlouqueci
atirei-m’ à água e agarrei-a bem
n’ um era uma sereia, mas sim um tubarão
pensou qu’ er’ um polvo e comeu-m’ os braços
subi para o barco e fugi
apareceu-m’ uma rocha e ali encalhei
fiquei fu... mesmo muito fu
mas, afinal a culpa não foi minha
o escultor era nabo e cortou-m’ os braços
o barco n’um equilibrava e pô-lo numa pedra
tou fu... mesmo, mesmo... muito fu

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