“a vida... depois da morte anunciada...”
eu fui uma bonita árvore
cumpri a minha missão e depois sequei
o meu destino era o lixo... o mar... ou a fogueira
mas, quis o destino que me dessem outro destino
tenho outras funções mas continuo, sempre, útil
eu, que pensava que tinha morrido, que até já tinha desistido de viver
mas, quis o destino
ou será que, afinal, fui eu que não tinha desistido?
ao frio, à chuva e ao abandono, o que restou de mim resistiu
alguém reparou em mim
deu-me uma nova vida
afinal, ainda não tinha morrido
(por que será que matamos tanta gente boa antes do tempo?)

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